foto by Paula Costa
Voltei ao meu silêncio de Estrelas
correndo raízes de árvore que fui e sou,
em busca do meu viço
da seiva que corre e se entrega
na alegria da vida partilhada,
sem regatear nada.
Lembrei o vento a soprar meu barco
o canto dos Pássaros, silêncios de mar
acrobacias na chuva, quando me chove.
Voltei correndo em busca das músicas
das idéias vividas de coração aberto,
amando tudo ainda.
Por que correr atrás do que já tens?
- perguntou-me os espaços -
Porque me levaram pedaços!
Dormi estátua no tempo que não existe!
Despertei no susto, cheia de mãos
gritando-me pedras a fazer buracos!
Não serei terra seca e estéril!
Não serei uma máscara!
Se há casas que não agüentam o vento
não culpem o ar em movimento!
Fico no meu silêncio a espera
do tempo de Amor consciente e pleno.
Não importa os pedaços roubados.
Não serei manca.
Não lhes dou o direito
para determinar meu canto
ou meu abraço.
Cristina Manga
(in "Estrelas de Barro")

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