São tempos difíceis os que vivemos hoje no mundo. Difíceis não só em termos econômicos, mas vivemos tempos de intolerância e discriminação. Agora há pouco, uma Conferência das Nações Unidas para discutir o tema do racismo foi previamente boicotada por dez países, entre eles os Estados Unidos, que têm pela primeira vez um negro de pai muçulmano na sua presidência.
O mercado editorial brasileiro, nem de longe, reflete a pujança e a força da comunidade árabe existente no Brasil. Dados de censos passados afirmam existir no país, desde a primeira geração de migrantes ainda vivo até seus filhos e neto, algo em torno 13 milhões de brasileiros – ou ainda mais – aqui nascidos ou naturalizados e emigrados, que possuem um dos seus sobrenomes árabes (em torno de 8% da população). É mais do que o triplo da população do Líbano. Existem muitas definições sobre o significado do que vem a ser “árabe”. A que mais gosto é uma que fala em pessoa nascida ou não em país árabe, mas que preza e cultua o que foi a grande civilização árabe-muçulmana, de seus feitos e realizações, criada a partir do século VII, fundada por Muhammad, mais conhecido o Ocidente por Maomé.
Talvez considerando esse passado glorioso e a imensa lacuna editorial é que os brasileiros poderão agora ter acesso ao livro Islã: esse desconhecido. Escrito pelo sociólogo, advogado e procurador de justiça aposentado, Samuel Salinas, essa obra tem tudo para vir a ser uma obra de referência. Ela resgata os valores, a cultura, a ciência de uma das mais adiantadas civilizações que já existiram em nosso planeta. Como disseram de formas distintas e em momentos diferentes, o vigoroso historiador inglês Arnold Toynbee e o sociólogo e médico francês Dr. Gustave Le Bon, não há que se falar bem de nenhum império. Eles sempre ocupam povos e territórios, tentam impor suas culturas e suas línguas. Mas, se pudéssemos tentar achar o menos ruim de todos eles, seguramente este seria o império árabe-muçulmano.
A chamada “Era Bush” chegou ao fim em 20 de janeiro deste ano. No momento em que escrevemos este prefácio, o novo presidente Barak Hussein Obama – que tomou medidas positivas e interessantes em várias áreas – ainda não mostrou a que veio com relação ao Oriente Médio, onde moram, nos 23 países árabes – considerando a Palestina que inexiste ainda no mapa – quase 400 milhões de árabe, dos quais mais de 90% são muçulmanos. A mídia como um todo e mesmo a indústria cultural e cinematográfica ainda vê com um imenso preconceito e de forma estigmatizada, não só os árabes em geral, como os muçulmanos em particular. Nomes de origem árabe e islâmica, feições e traços árabes e orientais muitas vezes são suficientes para revistas em aeroportos, alfândegas, sujeitam cidadãos de várias partes do mundo a humilhações e embaraços. Este livro procura resgatar, em linguagem simples e acessível ao público leigo, o que significou para a humanidade, em diversos campos do saber, o Império árabe-muçulmano. Não falará apenas de religião em si, mas da cultura, da ciência em seus vários aspectos. Abordará a sociedade e as relações humanas. Senão vejamos.
(...)
Um livro valioso Se a parte da população brasileira que tem origem no mundo árabe é relativamente grande e influenciou e ainda influencia a nossa cultura, nossos costumes, nossa língua e literatura, nossa culinária, em contrapartida o Islã segue ainda muito desconhecido. Não apenas desconhecido. Segue ainda até discriminado. Este livro recoloca as coisas em seus devidos lugares. Sem usar uma linguagem erudita, este advogado e sociólogo traz para o grande público – mas também para especialistas – uma obra que nos faltava. Supre uma lacuna que existia. É profundamente esclarecedor, elucida fatos, descreve minúcias de acontecimentos e fatos históricos, muitas vezes despercebidos pela maioria das pessoas. Nada nesta obra é lugar comum. Ao contrário. Mesmo para muitos especialistas e estudiosos dessa região do mundo – estratégica diga-se de passagem – uma gama imensa de novos conhecimentos são trazidos á luz. Uma leitura atenta ao Islã: esse desconhecido, nos ajudará a fazer justiça a uma das mais ricas e próspera – se não a mais próspera – de todas as civilizações e de todos os impérios que a humanidade conheceu em sua trajetória. Colocar luz sobre o povo árabe – 400 milhões de pessoas – e sobre a religião islâmica – mais de 1,3 bilhão de pessoas – e dar a sua contribuição para a paz em um mundo ainda cheio de guerras e de injustiças. Da nossa parte, temos que agradecer ao amigo e colega Samuel Sérgio Salinas por nos trazer mais essa luz. Editora Anita Garibaldi:
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Um livro valioso Se a parte da população brasileira que tem origem no mundo árabe é relativamente grande e influenciou e ainda influencia a nossa cultura, nossos costumes, nossa língua e literatura, nossa culinária, em contrapartida o Islã segue ainda muito desconhecido. Não apenas desconhecido. Segue ainda até discriminado. Este livro recoloca as coisas em seus devidos lugares. Sem usar uma linguagem erudita, este advogado e sociólogo traz para o grande público – mas também para especialistas – uma obra que nos faltava. Supre uma lacuna que existia. É profundamente esclarecedor, elucida fatos, descreve minúcias de acontecimentos e fatos históricos, muitas vezes despercebidos pela maioria das pessoas. Nada nesta obra é lugar comum. Ao contrário. Mesmo para muitos especialistas e estudiosos dessa região do mundo – estratégica diga-se de passagem – uma gama imensa de novos conhecimentos são trazidos á luz. Uma leitura atenta ao Islã: esse desconhecido, nos ajudará a fazer justiça a uma das mais ricas e próspera – se não a mais próspera – de todas as civilizações e de todos os impérios que a humanidade conheceu em sua trajetória. Colocar luz sobre o povo árabe – 400 milhões de pessoas – e sobre a religião islâmica – mais de 1,3 bilhão de pessoas – e dar a sua contribuição para a paz em um mundo ainda cheio de guerras e de injustiças. Da nossa parte, temos que agradecer ao amigo e colega Samuel Sérgio Salinas por nos trazer mais essa luz. Editora Anita Garibaldi:
Prof. Lejeune Mirhan
Sociólogo e Arabista
Outono de 2009
Sociólogo e Arabista
Outono de 2009

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