Nem dia, nem noite,
nem grito, nem choro,
entalada
derramo olhos de esperança.
Nem dia, nem noite
retorno loba
farejando meus pedaços.
Nem dia, nem noite
e continuo buscando
o que me faz manca
o que me faz rança,
amargar choro,
grito e ausência.
Chuto a pedra nua
apontando pra Lua
tentando nascer criança
que mostre o caminho
de volta à esperança.
Cristina Manga
(in "Verde Floresta Verde")

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